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Tabatinga, SP, se destaca com Capital Nacional do Bicho de Pelúcia

  • 27/11
  • TABATINGA
  • Assessoria de Imprensa
Em uma região agrícola, Tabatinga conseguiu mudar o perfil profissional dos moradores. A cidade se transformou na capital nacional do bicho de pelúcia e famílias inteiras trabalham lado a lado nas indústrias. Consumidores de todo o Brasil e até do exterior fazem compras no comércio de Tabatinga.

Um sapo gigante, um hipopótamo verde e um leão colorido. Além da pelúcia, os bichinhos têm outra coisa em comum: todos nasceram em Tabatinga. “Temos sapos, cachorros, ursos, um zoológico completo”, explica a vendedora Elida Padoan. E todos aprovados no controle de qualidade do consumidor. Um capricho que vem de fábrica. Os bichinhos de pelúcia começam a ser montados no setor de corte e depois passam pelas máquinas de costura.

O método de produção é muito artesanal. “A gente diz muito assim: é bem na mão. Porque tem que ter muito capricho, qualidade e geralmente é feito por mulheres, que é a maioria da nossa mão de obra”, completa a empresária Milene Revoredo.

Produtos são feitos de forma quase que artesanal (Foto: reprodução/TV Tem)Produtos são feitos de forma quase que artesanal
(Foto: reprodução/TV Tem)

É só com muita delicadeza que alguém pode ser capaz de transformar uma pecinha, que mais parece um parafuso, no olho de um rinoceronte. No setor de finalização, os detalhes são prioridade, mas antes de chegar nesta parte, os bichinhos passam pelo setor de corte, pelas costureiras e pela etapa mais importante de todas, que é a máquina de encher bicho, de onde sai a pelúcia que transforma os tecidos cortados e costurados em corações, cachorrinhos, no que o consumidor quiser. “Vem bastante ideia de cliente. Mas a gente desenvolve e se adequa ao mercado. Os clientes dão ideias e a gente desenvolve”, afirma a empresária,

São cerca de 40 fábricas, onde são produzidos milhares de bichinhos por dia. O que faz de Tabatinga uma cidade com mais bichinhos de pelúcia do que pessoas. São aproximadamente 14 mil habitantes e é difícil de encontrar alguém que não trabalhe ou que não tenha familiares trabalhando no ramo.

Em uma das fábricas trabalha a Ana, que é irmã da Luciana, a Cléo, irmã do Matheus, a Magali é tia da Nayara. Todos trabalham lado a lado. “É mais gostoso! A gente já tem contato. É melhor a conversa, aprende mais rápido”, explica Nayara Soares de Mattos. A tia completa “Eu gosto de trabalhar com ela. Eu posso ensinar o que eu já sei das coisas da empresa e a ver crescendo aqui dentro”.

Uma das etapas mais importantes é a máquina de encher pelúcia (Foto: reprodução/TV Tem)Uma das etapas mais importantes é a máquina de
encher pelúcia (Foto: reprodução/TV Tem)

Mas as famílias de Tabatinga não são as únicas que se beneficiam com a indústria da pelúcia. “Também temos algumas cidades que prestam serviço para nós na região”, ressalta Antônio Diniz, representante dos produtores de bichinhos de pelúcia da cidade. Em uma região predominantemente agrícola, Tabatinga foi além das plantações de cana e laranja que sustentam a economia de cidades vizinhas e se firmou como um polo industrial respeitável.

Trocar as lavouras pelos galpões foi um bom negócio pra cidade e para os trabalhadores. “Na roça é mais sofrido, aqui trabalhamos bastante mais é bem mais leve”, conta a auxiliar de produção Ana Pereira dos Santos. O sofrimento não combina mesmo com os bichinhos, que podem ser encontrados em todos os cantos de Tabatinga.

Famílias inteiras trabalham na produção de bichos de pelúcia (Foto: reprodução/TV Tem)Famílias inteiras trabalham na produção de bichos de pelúcia (Foto: reprodução/TV Tem)

Clientes de todo o país passam pelas lojas diariamente e alguns pedidos vem até do exterior. “Temos clientes do Acre, Mato Grosso, do interior de São Paulo vem todo mundo. Temos clientes até do Paraguai”, afirma Elida Padoan. A fama continua se espalhando e o mercado internacional pode ser o próximo passo da cidade que, abraçada aos bichinhos de pelúcia, não para de crescer.

Cidade produz milhares de bichinhos de polícia todos os anos (Foto: reprodução/TV Tem)